Recomendo
o play antes de começar a leitura.
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Quando
meus olhos encontram os teus, e o teu olhar permanece. Teu olhar permanece e eu
obrigo-me a voltar da profundidade que seus olhos revelam.
Sou
envolvida pela suavidade e mistérios que ali habitam. São olhos que instigam e
cada segundo que esqueço meus olhos sobre os teus, sinto que és capaz de
descobrir segredos e desejos meus, sinto que consegues decifrar-me por inteira,
o que eu penso, o que eu penso sobre e sob teu olhar. É como se fosse um
flagrante e, por isso, não poderia me defender de qualquer acusação.
Apesar
disso, permito-me repousar em teus olhos, os meus. Sem restrições, permito-me
(que tu) desvendas os segredos que em mim guardo. Apesar de resistir, ao final,
insisto em manter meu olhar ali, esperando algum sinal, algum olhar trêmulo,
algum devaneio.
Talvez
o meu olhar revele mais de mim, do que eu mesma. Talvez revele a minha
fragilidade diante o poder do teu. É forte, sinto aquela sensação mesmo quando
não estás vigiando-me. Basta recordá-los, basta lembrar a cor vibrante, que em
instantes sinto a sensação, a emoção de quando meus olhos estão sob os teus.
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