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terça-feira, 27 de agosto de 2013

Teus olhos

Recomendo o play antes de começar a leitura.




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Quando meus olhos encontram os teus, e o teu olhar permanece. Teu olhar permanece e eu obrigo-me a voltar da profundidade que seus olhos revelam.

Sou envolvida pela suavidade e mistérios que ali habitam. São olhos que instigam e cada segundo que esqueço meus olhos sobre os teus, sinto que és capaz de descobrir segredos e desejos meus, sinto que consegues decifrar-me por inteira, o que eu penso, o que eu penso sobre e sob teu olhar. É como se fosse um flagrante e, por isso, não poderia me defender de qualquer acusação.

Apesar disso, permito-me repousar em teus olhos, os meus. Sem restrições, permito-me (que tu) desvendas os segredos que em mim guardo. Apesar de resistir, ao final, insisto em manter meu olhar ali, esperando algum sinal, algum olhar trêmulo, algum devaneio.

Talvez o meu olhar revele mais de mim, do que eu mesma. Talvez revele a minha fragilidade diante o poder do teu. É forte, sinto aquela sensação mesmo quando não estás vigiando-me. Basta recordá-los, basta lembrar a cor vibrante, que em instantes sinto a sensação, a emoção de quando meus olhos estão sob os teus. 





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