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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Tentativa de uma reflexão não romântica

"Preciso deixar os romances do Nicholas Sparks na prateleira um pouco."

Numa conversa informal e sem perceber, escrevi palavras sinceras e, ao refletir, percebi que isso deveria ser uma verdade absoluta. 

É preciso deixar os romances de lado, aventurar em outras possibilidades, praticar a "leitura diária" e viver a realidade que está atrás de um livro de romance. Esquecer aquele homem de sorte ou o aquele jornalista que presencia um milagre...

Não por estar descrente (porque na verdade, estou, mas bem pouquinho), mas por saber que amores não são como são descritos como nos livros ou em blogs de romance. Talvez a realidade disso não tenha tanta fantasia (não tem!) ou talvez porque a realidade tem um gostinho diferente (e tem!), mas principalmente porque cada um sentirá, como for permitido, o que é sentir-se especial e com um amor para recordar.

Na infância, ouvimos contos de fadas e vivemos no faz de conta. Depois, ainda adolescentes percebemos que as coisas não são assim e então o dom da escrita do Nicholas Sparks toca o coração de garotas/mulheres como eu e permite sonhos extraídos de seus livros. Poderia até dizer que ele é quem ilude nossos pobres corações, mas seria injusto colocá-lo nesta posição sendo que "acreditamos naquilo que nos convém".

Seja como for, Nicholas Sparks é brilhante em seus romances e mais brilhante ainda por fazer com que ressurja a esperança ou fé dentro dos corações de mulheres. E por isso que somos apaixonantes: a capacidade de confiar e acreditar que um dia estes corações serão aquecidos é o bem mais precioso e cativante que existe em nós. Até o homem mais cético, quando se apaixona e é correspondido, descobre e desnude a mulher de seus sentimentos, como se estes fossem peças de roupa, para sentir cada vez mais o sentimento da outra, como se quisesse sentir o prazer de descobrir o quanto ela o ama. E o mistério o faz querer mais; o mistério sempre instiga a querer mais.

Como essa publicação. Revelei-me e desnudei-me de uma maneira que eu não pude evitar, como se fosse algo que precisasse de uma libertação, como se fosse necessário transmitir todo o romance que se é capaz de sentir. Seja esse romance qual for. 


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Ps.: Não sei o porquê dessa música, mas ela é tão singela quanto uma mulher desnuda de sentimentos pode ser. 
Ps2.: Houve uma tentativa de que esse post fosse não romântico, mas falhei. O romance vive em mim e eu devo aceitar isso. :)


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