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sábado, 24 de março de 2012

Reflexão


No bom gerúndio, Estou lendo "Comer, Rezar, Amar"  (Elizabeth Gilbert, Ed: Objetiva, 2008) e é incrível como ele me põe para pensar váaaarias vezes e, logo no começo do livro, nos deparamos com isso:

"(...) No amor desesperado é sempre assim, não é? No amor desesperado, nós sempre inventamos os personagens dos nossos parceiros, exigindo que eles sejam o que precisamos que sejam, e depois ficando arrasados quando eles se recusam a desempenhar o papel que nós mesmo criamos. (...)  

 E é exatamente isso o que acontece: Estamos sós, imaginando como deve ser esses personagens e, quando encontramos um alguém que atende um pouco de nossas expectativas, "desistimos" e ficamos com aqueles pensamentos de "eu nunca vou encontrar a pessoa certa", principalmente nós, meninas - não é?! 

Eu concordei com esse trecho do livro e é o que acontece na vida real. Já vi casais que tinham muito e que deixaram tudo para trás porque não era "tudo". Porque faltava uma gentileza, uma característica... Porque não tinham certas características que o  parceiro desejava...

E é claro de que o "erro" é de quem cria essa imagem do parceiro e não o parceiro. Apesar de concordar que nós temos escolher a melhor pessoa para ficar ao nosso lado, acredito que isso seja algo como uma "troca". É preciso saber quem merecemos.

... A questão é: "Eu mereço alguém assim como eu imagino? Existe algo assim?" Falamos que não queremos perfeição, mas percebo que algumas pessoas ainda desejam encontrar uma pessoa assim e assado para ser seu par, idealizando de uma tal maneira, que eu (com sinceridade) até me assusto!

E ficamos tão chateados com a realidade... "/ Ficamos carentes, ficamos "chorosos", imaginando "cadê você?"... E é normal criarmos esse tipo de expectativas pois todos falam que "merecemos a melhor pessoa" e acreditamos que a melhor pessoa é essa que idealizamos... Não condeno essa idealização.

O que eu acho importante, que deve ser relevante é o sentimento. Como em alguns post anteriores, não busco um príncipe encantado e o que peço em minhas orações é exatamente alguém que me ame e que eu ame em troca. ...Esse é o melhor presente que a vida pode nos dar e podemos encontrar um pouco da perfeição desejando apenas isso.





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